segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Gratidão

Sim, a palavra da moda. Aparentemente, nesta era virtual, tudo vira moda, até palavras. Mas apesar de "gratidão" rodar por aí como hashtags e legendas de fotos nas redes sociais, nem sempre quem a usa está mesmo grato. Ou está grato por coisas consideradas boas, como conquistas e realizações e não por aqueles momentos de perrengue, em que tudo parece dar errado e onde efetivamente a gratidão desempenha seu melhor papel. E talvez, a gratidão nem seja esse elemento divisível, que se pode aplicar em uma situação e não em outra.

No último sábado, depois de várias edições de ausência, participamos novamente do nosso tão querido Mercadinho Artesanal. Foram momentos de rever os colegas da vida empreendedora, botar a conversa em dia, dividir as experiências, tristezas e alegrias, conhecer gente nova e interagir com o público que a gente só "vê" pelas redes sociais e loja virtual. Receber carinho, elogios, sorrisos; ouvir histórias, saber pra quem vai aquele presente e por quê. 
Foi tempo de entender que tudo tem tempo e que por mais que as coisas pareçam estar estranhas e confusas, pequenos lampejos de alegria e generosidade pipocam todos os dias, se a gente prestar atenção. E não bastavam apenas stories ou uma postagem no Instagram pra registrar o que aconteceu com a gente, aqui tem mais espaço e dura mais. 
Uma pessoa entrou em contato na sexta-feira, perguntando sobre nossos sapatinhos de raposa, se iríamos levar algum para o bazar. Respondemos que sim e então ela nos colocou em contato com outra pessoa, que fez a reserva.
Dia seguinte, começo do evento, encomenda retirada.
Lá pelas tantas, aquela voltinha pelo salão, pra conferir as belezuras e surge uma mesa recheada de peças deste tipo:
Nhó 😍

Uma moça sorridente pergunta: vieram buscar o sapatinho de raposa? Caiu a ficha. A Hérika, que é quem tece esses pontinhos bem feitos da foto recebeu uma mensagem perguntando se fazia os sapatinhos. Respondeu que não trabalhava com isso e nos indicou 💜. Ela trabalha com amigurumis (inclusive com uma pegada mais delicadinha, em que os bichinhos ficam menores no tamanho mas com uma fofurice gigante). Porque crochê não é tudo igual e quem faz um tipo não é obrigado a fazer outro, pra não perder cliente, pra tentar agradar todo mundo. Sabe o nome disso? Companheirismo. Mutualidade. Colaboração. Gentileza. É o que a gente tanto fala aqui: fortalecer o feito à mão. Porque fazer textão tem seu valor, mas agir de acordo é que faz a roda girar. E ver isso se tornando realidade faz os olhos brilharem, aquece o coração. Quando a gente é que é o beneficiado por isso, então, poxa vida. Nós não somos concorrentes, nós somos aliadas. Mesmo que a gente tenha se conhecido pessoalmente apenas no último fim de semana, andar na mesma direção e com o mesmo objetivo faz isso; conecta as pessoas e promove alegria. 
Hérika, muito obrigada, de coração. Você foi o ponto alto desta edição 😘
Recomendações: visitem a fanpage do Kangurumi Atelier e façam uma pressãozinha pra ela postar fotos da naninha de raposa (que aliás, junto com os nossos sapatinhos, faz um combo incrível pra presentear um bebezinho, viu? Fica a dica 😜). E do dente amigurumi. 
E pra fechar com chave de ouro, a cliente recebeu a encomenda e agradeceu com essa foto:
Tá liberado mudar o foco dos sapatinhos pra essas pernoquinhas, ok?


Então é isso. Gratidão. A Deus que nos permite trabalhar com o que a gente ama, que nos dá saúde e força e ainda nos presenteia com pessoas legais nessa caminhada da vida. Pelos percalços, pelas dúvidas. Pela perseverança. Gratidão.

2 comentários:

  1. Gilmara... Admiro muito suas fofurices...cada sapatinho mais encantador que outro <3<3. Admiro, respeito e reconheço a dedicação em cada detalhe. Cada artesão põe um pouco do coração em cada peça realizada. Que propaguemos a mutualidade, companheirismo, colaboração e gentileza, pois é o que nos fortalece. :)

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