sexta-feira, 22 de junho de 2018

Beatrix Potter - Peter Rabbit

Ontem começou o inverno aqui no hemisfério sul. Sendo assim, anda meio frio para um ventinho na janela, mas você sabe que essa tag é no sentido figurado, né?
A estação das bebidas quentes e cobertas aconchegantes costuma trazer lembranças da infância e uma delas foi escolhida para ser compartilhada aqui. Memórias de sábados nublados e quietos (acabrunhados - como bem comentou uma seguidora do nosso Instagram), embalados por vários programas da TV Cultura; nada de desenhos animados cheios de cores e movimentos rápidos, mas diversas séries estrangeiras dubladas, sem heróis que salvam o mundo de alienígenas, mas apenas histórias do cotidiano muitas vezes campestre e caseiro, com traços e cores suaves. Veja bem, não estamos dizendo que os tempos passados eram melhores; apenas estamos compartilhando nossas influências, aquilo que até hoje serve de referência para a criatividade e que perfuma o presente.


Peter Rabbit era um dos programas favoritos. O coelhinho teimoso da história escrita e ilustrada pela britânica Beatrix Potter, publicada em 1902, com várias edições, ganhou uma série na TV do Reino Unido em 1992 - The World of Peter Rabbit and Friends, aqui "Peter Rabbit e seus amigos", em 9 episódios de aproximadamente 25 minutos.  A abertura é inesquecível:



Nos episódios, as histórias eram cartas que a escritora enviava para crianças conhecidas; 
a sequência saía do filme para o desenho, interligados pela narração. 
Eram enredos como o da pata Jemima, que cansada de ter seus ovos confiscados pela esposa do fazendeiro, 
cai na conversa de uma raposa que quer "ajudá-la" a encontrar um lugar seguro para chocar seus futuros filhotes. 
Antes de virar jantar, Kep, o collie da fazenda, a encontra e salva.
Havia também o porquinho Pigling Bland, 
que após se perder de seu irmão, passa por aventuras e quase vira bacon, 
antes de alcançar a liberdade...

E ainda o esquilinho travesso Squirrel Nutkin, 
em fuga de uma coruja que se chamava Old Brown:
Originalmente, são vinte e três contos, dos quais apenas alguns foram selecionados para a TV. As tramas seguiam o modelo de contos de fadas/fábulas e sempre traziam lições; todas inspiradas em pessoas, lugares e acontecimentos da vida da própria autora. 


Assim como a abertura, todos os episódios terminavam da mesma forma: os desenhos animados e coloridos se transmutavam nas ilustrações em preto e branco da carta manuscrita do início, que era colocada em um envelope e selada e então levada até a agência dos correios, ao som de Perfect Day, passando por cenas bucólicas.

Para conhecer mais sobre a obra de Beatrix, visite o site Peter Rabbit e siga as redes sociais: Facebook e Instagram.

Imagine a alegria ao encontrar há muitos anos, no supermercado, 
uma lata de biscoitos decorada com o tema! 
Hoje ela guarda miudezas no ateliê:



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