sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Como apoiar um pequeno negócio - 15 dicas

Imagem: Pinterest

Você alguma vez se pegou pensando em como ajudar alguém? Um parente, um amigo, um vizinho ou até um desconhecido?
Em fazer algo para aliviar um pouco da dor e do sofrimento que ouviu que alguém está passando? Provavelmente sim.
Por outro lado, muitas vezes, a despeito desses pensamentos, acabou por fazer... nada.

Bem, é claro que o mundo é recheado de oportunidades para prestarmos auxílio; ao mesmo tempo, algumas situações realmente nos deixam de mãos atadas e sem meios de colaborar. Às vezes, nos concentramos nos grandes problemas mundiais e nem notamos as possibilidades que estão ao nosso redor de fazer a diferença na vida de alguém, hoje, de uma forma possível e que impacta de verdade o cotidiano.
A gente vai puxar sardinha pra nossa brasa, mas é porque é onde estamos e trabalhamos e onde a nossa influência pode ser sentida. Ongs, hospitais, órgãos de assistência, qualquer espécie de instituição voltada ao auxílio de desfavorecidos pode e deve ser avaliada por você para receber suas contribuições, mas a gente queria trazer a ideia de que no seu dia a dia também existem formas de colaborar com a economia e com a política não apenas com textão no Facebook.
Dito isso, a gente põe aqui a pergunta do título: como apoiar um pequeno negócio? E mais: por que isso é importante?
Pode ser que você já tenha visto estas imagens em alguma rede social, em diversas línguas, mas se não viu, veja:


Primeira placa: quando você compra de pequenos negócios, não está ajudando um executivo de uma grande empresa a comprar sua terceira casa de férias.
Está ajudando uma garotinha a ter aulas de dança, uma garoto a ter o uniforme do seu time, uma mãe e um pai a colocar comida na mesa.
Segunda placa: se todos nós gastássemos $100,00 por ano no comércio local e não nas grandes cadeias de lojas, colocaríamos $ 3 milhões por ano na nossa própria economia e não apenas isso, mas criaríamos muito mais empregos.

Deu pra ter uma ideia? Não se trata de apelo sentimental como pode parecer na primeira placa, mas, na prática, de distribuição de renda. Não se trata de incentivar o boicote de grandes marcas, mas de usar a chance de gastar de maneira mais consciente o seu dinheiro, fazendo com que ele circule na sua própria comunidade, não apenas gerando lucro, mas empregos também. Fala se não é um ótimo jeito de fazer "alguma coisa"?
Isso vai resolver todos os problemas da cidade, do estado, do país? Não, mas está ao seu alcance e melhora SIM a vida de alguém. Alguém que levanta todos os dias pensando em proporcionar bons produtos e serviços, muitas vezes de maneira sustentável, se preocupando com o meio ambiente e com a sua saúde; imaginando itens que irão colocar um sorriso no seu rosto e não apenas em dinheiro, aumento de lucro, dobrar o volume das vendas.
O que a gente quer dizer, é que dá pra incluir no seu modo de comprar, hábitos simples que apoiam toda essa galera que trabalha duro pra pagar as contas, que não quer uma "ajuda", mas quer desenvolver seu negócio de maneira justa e honesta e colocar um pouco de amor no mundo, também.
Considerando que sim, produtos artesanais costumam ser mais caros (em alguns segmentos eles tem preço equivalente, então, nada de desculpas), vamos aí com uma listinha do que é bem possível, pra começar:

*Escolha uma semana no mês pra trocar o sabonete comum por um artesanal;

*A cada compra de shampoo, condicionador, hidratante, máscara etc daquela marca que você gosta, dê uma chance e tente um produto novo, de uma marca pequena (nada de coisa de fundo de quintal, hein? Tem gente que estuda, trabalha e sua muito pra manipular de forma responsável esses produtos - informe-se!);

*Troque o pão de forma do supermercado por um pão de fermentação natural (ou o caseiro que for possível achar na sua cidade) pelo menos aos fins de semana;

*Tem festa? Bolo, cupcakes, docinhos, salgadinhos, decoração, música são dos segmentos mais recheados de gente talentosa, que oferece serviço personalizado e de qualidade. Se você mesmo não faz ou tá sem tempo, valorize quem trabalha com seriedade-sem-perder-a-ternura;

*Considere comprar um sapato bom, feito à mão, em vez de comprar quatro mais ou menos (e que todo mundo tem igual). O preço é o mesmo, mas o investimento é mais garantido;

*Que tal aquela camiseta bordada/pintada à mão (coisa bonita e bem feita, gente, bom gosto é fundamental) em vez das seriadas do fast fashion?

*Preciso de uma bolsa nova! Ok, tem de tecido, de crochê, de tricô, de couro (natural ou sintético), modelos diferentes, de vários tamanhos; difícil não encontrar alguma que lhe sirva e que justifique correr pro primeiro chino ou loja de rede;

*Vai casar! Eba! Pensa num evento repleto de opções feitas à mão! É vestido, buquê, enfeite de cabelo, jóia, lembrancinhas, decoração, convite... Faça sua lista e dê preferência pra quem vai não apenas te vender alguma coisa, mas vai tratar seu casamento como uma madrinha faria; 

*Se a novidade é um bebê que vem por aí, a concorrência de quantidade de opções com o tópico anterior é ferrenha: você pode fazer o enxoval completo, das mais variadas técnicas artesanais, modelos, gostos e preços e ter tudo como sempre sonhou. É claro que você pode mesclar com peças de grandes lojas, mas não deixe passar a oportunidade de encontrar carinho dentro da embalagem;

*Vai decorar a casa? Tanta opção hoje em dia pra gente fugir do catálogo dos home centers e ter um pôster/quadro/almofada/tapete/cortina/louças com a nossa cara, do nosso jeito. Por que não tentar?

*Procure saber se na sua cidade ou região existe algum evento que promove o comércio de pequenos artesãos (exemplos aqui) e visite esses locais, mesmo que não tenha intenção de comprar algo. Você tem a oportunidade de conhecer pessoas legais, ver coisas bonitas e saber sobre novas marcas que podem ficar como opções futuras para presentear alguém (ou você mesmo);

*Presentear. A gente já escreveu sobre isso e aqui cabe reforçar: planeje seus presentes. Não saia correndo de última hora, permitindo que a falta de tempo decida por você; tenha alguns itens já comprados (não perecíveis, claro) e que podem servir como uma lembrança para diversos públicos: um caderno, um chaveiro, um pequeno item de decoração;

Contou? Foram 12 dicas, uma pra cada mês do ano, pelo menos. Agora, se você está em contenção de despesas e sem condições de apoiar um pequeno negócio comprando dele, que acontece? Dá pra ajudar de outra forma? Lógico que dá!


*Se você não pode, não compre. Parece óbvio, mas uma das coisas que mais doem pros artesãos/pequenos empreendedores é o temível, terrível, horroroso e cruel calote. Sim, nós criamos meios de nos proteger ao máximo dele, mas de vez em quando acontece. Não faça parte disso. Se você não tem condições, não encomende. Se tem e encomendou mas surgiu um imprevisto, avise, dê satisfação. Ainda pode ser possível vender o seu produto para outra pessoa e não sair no prejuízo;

*Siga o trabalho de quem você admira nas redes sociais. Não apenas curta as postagens, mas comente, nem que seja um coraçãozinho. Compartilhe com algum amigo que possa se interessar, marque alguém na foto. As redes funcionam através da interação e são um dos meios de divulgação mais simples e baratos para quem não tem grana pra investir pesado em propaganda. Tá de bobeira naquela infinita rolagem da time line? Tira 5 minutos e vai nas páginas que você curte e deixa um alô, na sinceridade. Artesão é bicho bobo que fica numa alegria só quando tem notificação :D;


E aí? Dá pra colocar na vida real algumas dessas dicas? Sabe algum outro jeito de colaborar? Deixa nos comentários, a gente vai gostar de saber.
Não deixe de conferir a tag Sexta-Feira Artesanal, aqui no blog, pra conhecer marcas que você pode fazer parte da história, apoiando.
Ah, claro, joga no mundo esse post, que é pra o máximo de gente ficar por dentro (só lembra que foi a gente que escreveu, tá? Afinal, respeitar direitos autorais também é apoiar).



  





2 comentários:

  1. Ótima matéria Rita! Se o Brasil soubesse o quanto cresceria se aprendesse a valorizar mais o pequeno negócio, talvez nosso cenário atual fosse diferente.

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    1. Oi, Ateliê Safira! Sim, a valorização do pequeno negócio pode melhorar muito qualquer país :)

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