sexta-feira, 22 de julho de 2016

Chocolate do Grão à Barra (Sexta-Feira Artesanal - 11)

Sim, você leu direito: chocolate. Esse alimento que inicialmente foi uma bebida amarga dos indígenas, atravessou o oceano Atlântico até a Europa, ganhou açúcar, baunilha, especiarias e leite, correu o mundo, transformou-se em barras e é hoje um dos alimentos mais apreciados no planeta (há rumores de que está se esgotando - tomara que não!).
Infelizmente, como quase tudo na indústria alimentícia, sofre hoje nas garras do lucro desenfreado e na fraca legislação do nosso país, sendo tão misturado a saborizantes artificiais, estabilizantes, quantidades absurdas de açúcar e gordura vegetal hidrogenada que fica difícil encontrar uma barra em um supermercado que faça valer o nome chocolate. Com preço baixo (já que se tem ingredientes baratos e quase nada de cacau de verdade), lesam consumidores, que acabam enganados por mudanças tênues ao longo do tempo, que "acostumam o paladar" aos poucos.  Já se perguntou porque aquele bombom da infância já não corresponde às lembranças doces dos dias passados?
Felizmente existem pessoas que se esforçam em preservar a integralidade do cacau e seus derivados, ainda que em produções de pequena escala (mas que abre possibilidade à um produto com atenção aos detalhes e permite que várias pessoas possam se interessar pelo processo, estimulando novos empreendimentos e diversidade de oferta).
Grata surpresa desse ramo artesanal foi a Raros Fazedores de Chocolate.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sapatinho Coruja - Antes e Depois

Uma das características que norteiam o nosso trabalho aqui na ScolAstika'S é  o aperfeiçoamento. Estamos sempre em busca de novas formas de fazer as coisas, sejam elas os produtos em si, a maneira de atender, de escrever, de fotografar etc. Mesmo que algo esteja estabelecido e funcionando, de tempos em tempos a gente passa uma revista geral, pensando: dá pra melhorar?
Frequentemente dá. Se não uma substituição permanente, uma temporária, uma alternativa pra variar um pouco.
Isso acontece porque vamos conhecendo mais coisas, descobrindo novas técnicas, combinações, métodos e acabamos aplicando isso no cotidiano da loja.
Desde que começamos a marca muita coisa saiu de linha pra nunca mais voltar, já que fomos refinando nossa identidade e definindo melhor o que combinava com a gente, com aquilo que a gente sonhava em trazer pro mundo (esse post de dois anos atrás fala um pouco sobre isso).
Outras criações se esconderam por um tempo e já se preparam para voltar à ativa (olha a novidade aí!), enquanto outras ganharam uma repaginada total da noite pro dia, como é o caso das estrelas do post: as corujinhas!
Começamos por elas uma série-sempre-aberta-à-atualizações, a Antes e Depois, que vai mostrar como eram algumas das nossas produções no passado e como estão agora. Vamos conferir?

2013 - A primeira versão, em lã

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Crochedermia (Sexta-Feira Artesanal - 10)

Hummm... 
Leu o título e não faz ideia do que seja Crochedermia? Vem com a gente!
Você já deve ter visto, ao menos em filmes, aquelas cabeças de alce empalhadas e penduradas em salas e escritórios de homens de negócios ou que cultivam a caça como hobbie. Talvez, em locais mais próximos, como açougues e fazendas, cabeças de gado espalhadas pelas paredes. Confere?
Pois então. Há quem diga que aquilo é de extremo mau gosto, há quem tenha medo e ainda quem gostaria de ter um, mas não sabe como. E o nome é taxidermia.
Nos últimos anos surgiram, inclusive, réplicas dessas "cabeças" em mdf ou gesso, coloridas, neutras e de vários tamanhos e a influência chegou também ao crochê, daí o termo: taxidermia + crochê = crochedermia.  Nós mesmas pensamos em nos aventurar numa coleção desses enfeites de parede, numa versão mais fofa, mas... Alguém pensou nisso antes! E, não, isso não é uma denúncia ou coisa parecida, porque a responsável pelo trabalho é a Patricia, uma querida que conhecemos no primeiro Bazar Ógente que participamos e que nos fez desistir rapidinho da ideia porque... ela arrasa! Hahahaha! Sério, é muito legal termos uma ideia e a encontrarmos já traduzida por alguém e de forma tão colorida e bem feita.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Bijuterias Sustentáveis e Biojóias (Sexta-Feira Artesanal - 9)

Hoje é dia de falar sobre um trabalho sensacional, com direito a reaproveitamento e mistura de materiais; dessas pérolas que a gente descobre às vezes tão perto da gente e não sabe porque demorou tanto tempo pra encontrar. Aliás, o tempo já está no nome dessa marca de ecojóias e bijuterias especiais - Através dos Tempos.
Criada pela Sheila, uma moça super simpática e divertida, que utiliza madeiras recicladas de movelaria antiga, demolição ou madeiras certificadas, combinadas com prata e também bijuterias com detalhes moldados em polymer clay, que é um tipo de massa de modelar que passa por queima para endurecer - quase como uma cerâmica.
Cada acessório é único; o acabamento acetinado da madeira é super confortável e agradável ao toque (algumas são naturalmente perfumadas), as peças em polymer são praticamente pequenas telas, ou como está no site "Artes de Usar".
Tudo é feito em harmonia com o nome: peças atemporais, que atravessam os anos, mantendo sua beleza e singularidade, sem seguir modas passageiras; são mesmo jóias artesanais sustentáveis e criativas. 
Sem mais delongas, fotos!



Coloridos                                "Básicos"                         Com detalhes