segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cara de quem?

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Muita gente já passou por isso: "Você é a cara da sua mãe (ou do pai)!" ou "Como você é parecida (o) com aquela atriz (ou ator)..." Sim, todos temos semelhanças com alguém do mesmo ramo genético e até com um estranho distante quando se trata de feições ou traços de personalidade.
E quanto as roupas que usamos? E ao modo como decoramos nossa casa? Será que também herdamos preferências ou escolhemos caminhos diferentes dos padrões com os quais passamos a infância?
Acreditamos que um pouco dos dois. Até porque alguns tecidos, cortes, móveis e acabamentos de épocas passadas não sobreviveram aos nossos dias, enquanto muitos outros surgiram, apresentando opções variadas, para nosso agrado (ou desagrado).
Muitas das nossas escolhas se baseiam naquilo que nos é familiar; outras vão pelo caminho da novidade e do rompimento com o passado.
A roupa que você veste é sua forma de expressão, algo com o qual se sente bem ou porque está na última moda (mesmo que não funcione e te faça sentir uma marmota)?
A forma como você decora sua casa é ditada pelo pensamento "o que as visitas vão pensar?" ou "preciso ter uma casa como a que estava na revista do último mês..." ?
Revistas de moda e decoração deveriam funcionar como uma vitrine, um self-service onde se pode escolher livremente e não uma dieta rígida feita pelo nutricionista.
Um dos lemas que levamos na vida e que se reflete na nossa loja é originalidade. E não falamos de inventar a roda ou andar por aí com uma cesta de frutas na cabeça. Só a noção que não precisamos ser iguais aos outros por medo do que vão pensar, insegurança ou vergonha. Desistir do que se gosta porque não é popular mata a criatividade, sufoca a personalidade que é única em cada um e nos torna uniformizados, quase sempre num padrão oco e sem autenticidade.
Já ouviu, ou quem sabe já disse: "ah, isso é lindo, mas não tenho coragem de usar?" Se não combina com o seu gosto e não te deixa confortável, ok. Se é o medo do pensamento alheio que grita por cima do ombro, então talvez esteja na hora de tapar os ouvidos e combinar aquela blusa roxa escondida no armário e finalmente pendurar aquele quadro que te disseram que era cafona mas que te faz sorrir quando olha pra ele.


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